Dinheiro do auxílio emergencial. Caixa Esclarece sobre retirada de dinheiro

Em 09/072020, a Caixa Econômica Federal realizou uma live streaming no YouTube para falar sobre o auxílio emergencial e responder a algumas perguntas a respeito do banco. Em especial, todos estavam esperando para saber o que ocorreu no dia 7 de julho (terça-feira) com relação a retirada do dinheiro das contas dos clientes do Nubank e do Picpay.

Quando aconteceu a retirada de valores por parte do Nubank e do Picpay das contas de seus clientes, as fintechs colocaram a culpa na Caixa Economica Federal. Isso acabou ofendendo o banco, que se sentiu na necessidade de esclarecer de forma transparente sobre o ocorrido, para que fosse explicado de forma correta o que houve.

Durante a transmissão ao vivo no YouTube no canal oficinal da Caixa, o vice-presidente de Tecnologia e Digital da Caixa Econômica Federal, Cláudio Salituro, diz:

“Não existe sumir dinheiro de conta. Principalmente em uma instituição financeira de 159 anos (Caixa Econômica Federal). Não existe a menor possibilidade de sumir dinheiro de uma conta corrente na Caixa Econômica. Ontem conversei com o pessoal da Nubank, uma empresa que respeitamos bastante, que tem valores importantes, de transparência, assim como a Caixa. Quando o dinheiro sai da Caixa Econômica, vai para alguma instituição financeira e entra na conta do cliente, o custodiante do dinheiro é a empresa que recebeu o crédito. Quando o valor entra na conta corrente da caixa ou de qualquer instituição financeira, esse dinheiro pertence ao cliente, ele não pode ser retirado na nossa visão.”

De acordo com Cláudio, existia pedido para aquela empresa (Nubank e Picpay) de um outro banco pedindo a revisão de alguns boletos de cobrança.

O vice-presidente de Tecnologia e Digital da Caixa explica que o motivo da revisão de alguns boletos de cobrança dizendo:

“Quando o cliente da Caixa recebe R$1200 e quer transferir para outro banco através do pagamento de 2 boletos de R$600, estes boletos terão o mesmo código de barra porque em alguns casos dependendo do modelo do boleto (que termina em 000). Isso acontece quando a pessoa quer usar uma parte do valor daquele boleto para realizar um pagamento. “

Cláudio ainda complementa dizendo:

“Há casos em que o valor do boleto está escrito no final do código de barras, mas na modalidade do boleto para deposito em conta, onde o dinheiro é gasto para pagar diferentes cobranças, o final do código é 000.”

O que ocorreu de fato foi que alguns clientes fizeram o uso do mesmo código de barra e pagaram o mesmo valor. Então, ao perceber que havia vários pagamentos no mesmo valor com o mesmo código de barra, a instituição financeira, de forma proativa, pediu para que houvesse uma análise dos boletos para saber se estavam em duplicidade ou não. Ou seja, a Caixa Econômica Federal recebeu o pedido do Nubank e do PicPay para análise dos boletos com possível duplicidade.

Em meio a essa análise, as duas fintechs retiraram o dinheiro das contas dos clientes. Após a confirmação da Caixa de que não havia nada de errado, o Nubank e o Picpay estornaram o comando de retirada do dinheiro das contas, voltando tudo como estava antes (com o dinheiro na conta).

Cláudio Salituro explica como o pagamento por boleto funciona dizendo:

“Nós temos controles rigorosos. No momento de compensação de um boleto a instituição financeira informa que o crédito será adicionado a conta em até 3 dias. Isso ocorre porque aquele dinheiro sai do banco que pagou o boleto, passa por uma câmara de compensação e em seguida é transferido para outra instituição, para aquela pessoa. Quando o dinheiro não cai na conta corretamente, existe o caminho de volta e o dinheiro volta para a origem. Isso acontece no sistema brasileiro de pagamento, no sistema de compensação eletrônico, no sistema de compensação de boleto. Esse é o sistema financeiro nacional, onde aqui se tem uma qualidade diferenciada de muitos anos.”

Isso nos mostra que o sistema financeiro tem de arranjar uma maneira de identificar esta nova modalidade de boletos que está cada vez mais comum, onde ao invés do cliente realizar TEDs, é feito o pagamento de um boleto que é gerado através do aplicativo da fintech.

Assista ao vídeo da coletiva

Post original: https://oficinadanet.com.br/

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